Início » Procedimentos estéticos e cirúrgicos exigem profissional qualificado e ambiente hospitalar para evitar sequelas graves

Procedimentos estéticos e cirúrgicos exigem profissional qualificado e ambiente hospitalar para evitar sequelas graves

por Vicente Araújo

A crescente procura por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas, de intervenções como preenchimentos e toxina botulínica a cirurgias como lifting facial, blefaroplastia e lipoaspiração, acende um alerta para a segurança dos pacientes. No caso dos procedimentos cirúrgicos, além da qualificação do médico, a estrutura onde a intervenção é realizada é fundamental. A recomendação é que cirurgias sejam feitas em ambiente hospitalar e, preferencialmente, em instituições que disponham de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), garantindo maior retaguarda diante de possíveis intercorrências.

Para o cirurgião plástico Dr. Davi Pontes, com mais de 20 anos de carreira, a popularização desses procedimentos não pode levar à banalização dos riscos. “As pessoas enxergam botox, preenchimentos e até algumas cirurgias estéticas como procedimentos simples porque se tornaram muito frequentes. Mas estamos falando de intervenções que envolvem anatomia, vascularização, medicamentos e, no caso das cirurgias, anestesia e uma complexidade ainda maior. É fundamental ter um profissional preparado para prevenir, reconhecer e tratar qualquer intercorrência”, explica.

No caso das cirurgias plásticas, procedimentos que envolvem incisões, manipulação de tecidos e anestesia devem ser realizados em ambiente hospitalar, com estrutura compatível com o porte da intervenção. A presença de UTI no próprio hospital amplia a capacidade de resposta caso o paciente apresente uma complicação que exija cuidados intensivos. “O paciente muitas vezes escolhe o médico pensando principalmente no resultado estético, mas precisa perguntar também onde a cirurgia será realizada. Minha orientação é optar pelo ambiente hospitalar e, preferencialmente, por uma instituição que tenha UTI. Em uma intercorrência grave, ter essa estrutura disponível permite uma resposta muito mais rápida”, afirma Davi Pontes.

Entre as possíveis complicações estão sangramentos, hematomas, infecções, reações adversas e intercorrências cardiovasculares, respiratórias ou relacionadas à anestesia. Dependendo da gravidade, pode ser necessário suporte de outros especialistas, exames imediatos, nova intervenção cirúrgica ou encaminhamento para terapia intensiva. “Uma complicação pode acontecer mesmo quando todos os cuidados são tomados. Por isso, não se trata apenas de quem está realizando a cirurgia, mas de toda a estrutura disponível ao redor daquele paciente. Em uma emergência, o tempo de resposta é fundamental”, reforça.

Antes de realizar uma cirurgia plástica, a orientação é verificar o registro do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM), sua especialização e experiência, além de conhecer a estrutura do hospital, a equipe envolvida e o suporte disponível para emergências. “Não basta escolher o cirurgião. É preciso escolher também onde essa cirurgia será feita. O resultado estético importa, mas nunca pode estar acima da segurança”, conclui Davi Pontes.

You may also like

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você concorda com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar Saiba mais