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O que a Coreia do Sul ensina sobre pele: lições de cuidado e prevenção

por Vicente Araújo

A busca pela “pele coreana” virou febre nas redes sociais e nos consultórios de estética ao redor do mundo. Lorena Canuto, referência em tratamentos faciais e antienvelhecimento no Ceará, conferiu que o resultado nas mulheres coreanas vai muito além de um produto milagroso.

“Todo mundo quer a pele das coreanas. Pouca gente quer o processo por trás dela”, resume Lorena Canuto, proprietária do Espaço Lorena Canuto, que viveu uma temporada de estudos no país asiático.

Segundo ela, o que impressiona na Coreia não é uma fórmula secreta, mas a soma de hábitos praticados com disciplina ao longo da vida. “Não é só um produto. É um conjunto de tratamentos bem combinados como proteção solar diária, paciência com a recuperação e prevenção constante”, explica.

Proteção

Um dos pontos que mais chamaram atenção foi o papel do protetor solar na cultura coreana, tratado como item obrigatório e não como opção. “O uso do protetor solar é imprescindível todos os dias. Na Coreia do Sul, as crianças recebem orientações sobre isso na escola. O protetor é um dos itens essenciais nos kits escolares”, conta.

A educação precoce é um dos fatores que explicam a diferença nos resultados de longo prazo observados na pele da população coreana, que lida com a exposição solar desde cedo como parte da rotina de cuidados, e não como resposta a um problema já instalado.

Manutenção

Outro contraste apontado por Lorena está na frequência dos cuidados estéticos. Enquanto no Brasil é comum procurar um tratamento apenas diante de sinais visíveis de envelhecimento, os coreanos adotam uma lógica de manutenção constante. “Os coreanos fazem tratamentos a cada um a três meses para manter a qualidade da pele. Não costumam esperar a flacidez ou as rugas ficarem aparentes”, afirma.

Ao avaliar a experiência internacional, a especialista defende que a cultura coreana de cuidados contínuos pode inspirar mudanças de comportamento no Brasil, sem que isso signifique importar hábitos de forma artificial. “A cultura coreana de cuidados com a pele é contínua e pode servir de bom exemplo para os brasileiros. Assim, é possível envelhecer melhor, com menos exageros, mais prevenção e mais naturalidade”, conclui.

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