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Fim da escala 6×1: senadores do Ceará apoiam PEC, mas fazem ressalvas

por Vicente Araújo

Uma pauta que pode mudar a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros voltou ao centro das negociações políticas em Brasília. Depois de passar pelas rodas de conversa entre governo e Congresso, a PEC do fim da escala 6×1 ganhou um caminho para avançar no Senado e deve movimentar o esforço concentrado nos próximos dias.

O texto que agora está nas mãos dos senadores propõe uma mudança direta na rotina de quem trabalha seis dias e descansa apenas um. A jornada máxima, hoje de 44 horas semanais, cairia para 40 horas, com dois dias de folga e sem redução no salário.

Só que essa virada não seria imediata. A PEC dá um tempo para que a nova jornada seja incorporada à rotina de trabalhadores e das empresas. Nos primeiros 60 dias após a promulgação, ainda valeria o limite atual de 44 horas.

Depois disso, começa a primeira redução: 42 horas semanais, já com dois dias de descanso. A jornada de 40 horas só passa a valer 12 meses mais tarde. Então, seriam 14 meses até que o novo modelo estivesse completamente implantado.

É justamente nessa segunda ponta que aparecem as principais ponderações dos senadores cearenses ouvidos pelo PontoPoder. O senador Cid Gomes (PSB) vê a mudança como “bastante oportuna”, mas chama atenção para a capacidade de adaptação dos pequenos negócios. O senador Sargento Reginauro (PSDB), por sua vez, confirma voto favorável, embora diga que ainda seja preciso dimensionar o impacto da medida sobre a economia.

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