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Diagnóstico precoce é a principal arma contra o avanço silencioso das hepatites virais

por Vicente Araújo

Conhecidas como doenças silenciosas que podem evoluir para graves complicações como cirrose e câncer de fígado, as hepatites virais são o foco da campanha nacional Julho Amarelo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de um milhão de pessoas no Brasil vivem com o vírus da hepatite B ou C e a grande maioria desconhece a própria condição, o que torna as ações de rastreamento fundamentais para evitar desfechos fatais. No cenário epidemiológico nacional, a hepatite C responde por mais de 70% dos óbitos associados a infecções hepáticas no país, seguida pela hepatite B, que representa aproximadamente 21% das mortes registradas.

A ausência de sintomas nas fases iniciais é o maior desafio enfrentado no controle da doença, já que o fígado pode sofrer um processo de inflamação contínuo por décadas sem que o paciente manifeste qualquer sinal de alerta. O médico gastroenterologista e hepatologista [Nome do Médico], da Rede Oto, explica que os vírus A, B, C e D possuem diferentes formas de transmissão e comportamentos no organismo. Enquanto a hepatite A está diretamente ligada a condições de saneamento básico e higiene, sendo transmitida por água ou alimentos contaminados, os tipos B e C são infecções transmitidas pelo sangue, além da via sexual no caso do tipo B.

O especialista da Rede Oto ressalta que o grande perigo reside na cronicidade das hepatites B e C. Segundo o médico, o paciente geralmente só descobre a enfermidade quando o órgão já apresenta danos severos e irreversíveis, manifestando sintomas tardios como cansaço extremo, olhos e pele amarelados, além de dores e inchaço abdominal. O profissional enfatiza que essa realidade poderia ser evitada com a realização de exames de rotina ou testes rápidos, que são simples, seguros e capazes de detectar a presença dos vírus em poucos minutos. Para a hepatite B, a principal arma é a vacinação, disponível no calendário regular de saúde, enquanto a hepatite C, embora não possua imunizante, tem cura em mais de 95% dos casos se tratada a tempo com os medicamentos antivirais modernos.

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