Medicamentos falsificados podem representar um sério risco à saúde, já que podem não conter o princípio ativo esperado, apresentar dosagem inadequada ou até mesmo conter substâncias desconhecidas. Diante desse cenário, a atenção do consumidor no momento da compra e antes do uso é fundamental para reduzir os riscos.
Um dos primeiros cuidados é observar atentamente a embalagem do medicamento. Erros de impressão, informações incompletas, alterações nas cores, textos com erros de ortografia, etiquetas aparentemente adulteradas ou diferenças em relação à embalagem habitual podem indicar uma possível irregularidade.
Também é importante conferir informações como nome do medicamento, fabricante, número do lote, data de fabricação e prazo de validade. O consumidor deve verificar ainda se a embalagem está íntegra, sem sinais de violação ou danos que possam comprometer a identificação e a segurança do produto.
A procedência é outro fator determinante. A recomendação é adquirir medicamentos somente em estabelecimentos autorizados e evitar produtos oferecidos por vendedores informais, sites desconhecidos ou canais que não apresentem informações claras sobre a origem do medicamento.
Para o farmacêutico Maurício Filizola, presidente da Rede de Farmácias Santa Branca e diretor da CDL Fortaleza, um dos principais problemas é que a falsificação nem sempre é facilmente percebida pelo consumidor. Por isso, a atenção deve começar antes mesmo da compra.
“O consumidor não deve esperar que um medicamento falsificado tenha necessariamente uma aparência muito diferente do original. Algumas falsificações podem ser difíceis de reconhecer a olho nu. Por isso, mais do que analisar apenas a caixa, é importante desconfiar de ofertas muito abaixo do preço habitual e de produtos cuja origem não possa ser comprovada. Quando se trata de medicamento, economizar alguns reais pode significar colocar a saúde em risco”, afirma Maurício Filizola.
O que fazer diante de uma suspeita?
Caso o consumidor identifique alguma característica incomum no medicamento, a orientação é não utilizar o produto até que sua procedência seja confirmada. A embalagem e o medicamento devem ser preservados, assim como a nota fiscal ou o comprovante de compra, quando disponível.
Também é importante buscar orientação de um farmacêutico ou profissional de saúde e comunicar a suspeita às autoridades sanitárias competentes. Se houver qualquer reação ou alteração no estado de saúde após o uso de um medicamento suspeito, é necessário procurar atendimento médico.
A prevenção começa pela escolha de um canal seguro de compra e pela conferência das informações presentes no produto. Em caso de dúvida, a recomendação é não correr riscos: medicamento sem procedência conhecida não deve ser utilizado.
