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Check-up do quadril pode prevenir problemas e direcionar formas de tratamento

por Vicente Araújo

Com a chegada das férias do meio de ano, é tempo de cuidar melhor da saúde. E uma das providências mais eficientes para o bem-estar é fazer um check-up do quadril. Afinal, esta é uma das principais partes do corpo relacionadas à estabilidade e mobilidade, e quando algum problema ocorre, pode ser tarde. Muitas doenças dessa articulação começam de forma silenciosa e só geram dor quando já existe algum grau de lesão – a exemplo da artrose de quadril, que acomete cerca de 10 milhões de pessoas, de acordo com a Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ).

Como observa o ortopedista e cirurgião do quadril Leandro Alves de Oliveira, Membro Titular da SBQ, do ponto de vista médico, o grande valor da prevenção está em identificar precocemente alterações que ainda permitem preservar a função articular e reduzir a chance de progressão da doença. “O diagnóstico precoce muda o rumo do tratamento. Muitos problemas no quadril surgem sem sintomas evidentes no início, o que faz com que o paciente adie a avaliação especializada. O check-up é justamente o momento em que exames e consulta clínica se tornam mais úteis, porque conseguem revelar desgaste, inflamação ou alterações biomecânicas antes que a limitação funcional apareça de forma clara”, analisa o cirurgião do quadril.

Diagnóstico
O check-up ajuda a detectar artrose em estágio inicial, bursites, inflamações, síndromes de impacto e alterações estruturais que interferem na mobilidade. Sob a perspectiva médica, esses diagnósticos precoces permitem orientar o tratamento de maneira mais precisa, individualizando a conduta conforme idade, nível de atividade, sintomas e achados de imagem.

“Quando o problema é identificado cedo, o tratamento tende a ser mais eficaz, menos agressivo e com melhores resultados funcionais. Assim, podemos optar pela fisioterapia, por ajuste de hábitos, pelo fortalecimento muscular e o controle da dor, muitas vezes evitando a evolução para quadros mais avançados e, em alguns casos, postergando ou até prevenindo uma cirurgia”, observa Leandro Alves de Oliveira.

A consulta
A consulta de check-up do quadril costuma começar com uma conversa detalhada sobre a dor, o local em que ela aparece, há quanto tempo começou, o que piora ou melhora os sintomas e se existe histórico de trauma, artrose, prática esportiva intensa ou doenças na família. Depois disso, o ortopedista observa a marcha, a postura, a forma de sentar e levantar e possíveis assimetrias da pelve, porque esses detalhes já podem sugerir sobrecarga ou alteração mecânica da articulação.

“Quando necessário, o médico lança mão de testes clínicos específicos para refinar a hipótese diagnóstica, como manobras para avaliar impacto, encurtamentos musculares e sinais de instabilidade ou fraqueza da musculatura abdutora. Esses testes ajudam a diferenciar se a dor vem realmente do quadril ou se está relacionada à coluna lombar, à virilha, aos tendões ou a outras estruturas próximas”, observa Leandro Alves de Oliveira.

Se a avaliação clínica levantar dúvidas, os exames de imagem entram como complemento, e o raio-x costuma ser o primeiro exame solicitado, por ser útil para identificar artrose, deformidades e alterações ósseas. Em casos selecionados, a ressonância magnética pode ser indicada para avaliar lesões iniciais, inflamações, edema ósseo e problemas que não aparecem bem no raio-x.

“A orientação é procurar um cirurgião do quadril, especialmente um Membro Titular da SBQ, sempre que houver dor na virilha, rigidez, estalos, perda de mobilidade ou histórico familiar de doença articular, para que a avaliação seja feita no momento certo e com a profundidade necessária”, finaliza Leandro Alves de Oliveira, Membro Titular da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ).

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