A atmosfera da música eletrônica vai ganhar uma nova camada de intensidade no Ceará. Nesta sexta-feira, dia 12 de dezembro, no Centro de Eventos, Fortaleza recebe pela primeira vez a ERRORR, reconhecida nacional e internacionalmente por suas festas audiovisuais imersivas e pelo conceito que a transformou em um fenômeno: a No Phone Policy. A label é uma criação do duo RUBACK, versão underground dos irmãos Marcos e Lucas Ruback, nomes por trás de outro projeto de grande sucesso, o Dubdogz.
Além de RUBACK, também estão confirmados no line-up: 19:26, Adam Sellouk, Ed Lopes, Mila Journée, PACS e Vylow. A ERRORR é um manifesto artístico e se consolidou como um projeto que desafia fórmulas, rompe padrões estéticos e propõe uma nova forma de viver a música eletrônica. Seu V.A. “WRRONG TRACKS” alcançou o Top 1 no ranking Melodic House & Techno Releases do Beatport, reforçando sua relevância global.
RUBACK, foto acima, é parte essencial da identidade do evento. Os irmãos, que se tornaram conhecidos mundialmente pelo trabalho como Dubdogz, assumem aqui uma faceta completamente distinta, mais densa, mais profunda e mais narrativa. O recorte melódico apresentado em RUBACK, dentro da estética da ERRORR, representa a maturidade artística dos irmãos, que expandem seu repertório para uma linguagem mais cinematográfica, imersiva e alinhada às vertentes mais sofisticadas do techno contemporâneo.
UMA EXPERIÊNCIA CRIADA PARA SER VIVIDA, NÃO FILMADA
A ERRORR surgiu com uma proposta rara no cenário atual: devolver o protagonismo ao presente. Em suas edições, que já passaram por São Paulo, Londres, Dublin e Greenvalley, a label consolidou-se como a primeira grande festa do país a adotar uma política ativa de desestímulo ao uso de celular na pista, privilegiando a intensidade do momento vivido.
Na última edição, em São Paulo, o resultado foi histórico: milhares de pessoas vibraram na pista, e a imensa maioria respeitou a recomendação de não gravar, entregando-se ao show em união. Vale destacar que a ERRORR não proíbe o uso de celular, ela educa o público para uma experiência mais profunda. Na entrada, um adesivo é colocado sobre a câmera do smartphone, convidando as pessoas a deixarem o aparelho de lado. Ao final da noite, a produção disponibiliza um QR Code com acesso a uma pasta oficial contendo vídeos de todas as apresentações, garantindo que o público possa compartilhar o momento sem precisar filmar durante o show.
O impacto disso é nítido: uma pista completamente entregue, conectada e vibrante. “A música só existe por completo quando encontra um público entregue. O celular cria uma barreira entre o artista e as pessoas. Quando todo mundo larga a tela, a energia finalmente flui sem interferência”, explica Lucas Farias, da WAV.
Nas edições anteriores, pouquíssimas exceções, geralmente registrando momentos pontuais — ninguém é proibido, mas o comportamento coletivo muda. A diminuição drástica no uso de celulares transforma a atmosfera, fortalece a energia da pista e preserva a estética do evento. “As melhores noites da nossa vida foram vividas sem registro. A No Phone Policy não é proibição; é libertação. É devolver à pista aquilo que ela perdeu na era dos stories.”, reforça Fernando Holanda, da WAV (a.k.a DJ BOSS).
