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Uso de remédios pode comprometer a atenção e aumentar riscos ao dirigir

por Vicente Araújo

Dirigir após o consumo de certos medicamentos pode colocar em risco a segurança no trânsito. Substâncias presentes até em remédios de uso cotidiano, como antialérgicos, analgésicos, antidepressivos, ansiolíticos, xaropes para tosse e medicações contra enjoo, por exemplo, podem provocar sonolência, tontura, visão turva e lentidão nos reflexos, afetando diretamente a capacidade de reação do motorista.

Especialistas alertam que é essencial ler atentamente a bula e observar as orientações sobre restrição ao dirigir ou operar máquinas. Alguns medicamentos podem ter efeitos semelhantes ao do álcool, interferindo na concentração e no tempo de resposta em situações de risco.

O cuidado deve ser redobrado entre pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos controlados ou que estão iniciando um novo tratamento. “O ideal é sempre conversar com o médico ou farmacêutico antes de dirigir, pois até substâncias aparentemente inofensivas podem causar efeitos colaterais importantes”, orienta Maurício Filizola, presidente da Rede de Farmácias Santa Branca e diretor do Sincofarma (Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos).

Entre os sinais de que o medicamento pode estar comprometendo o desempenho ao volante estão sonolência excessiva, dificuldade de concentração, visão embaçada e sensação de desorientação. “Nessas situações, o mais seguro é evitar dirigir até que o organismo se adapte ou que o profissional de saúde ajuste a dosagem ou substitua o tratamento”, complementa Maurício Filizola.

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