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Reposição hormonal masculina: entenda quando ela é indicada

por Vicente Araújo

De 15% a 20% dos homens com mais de 50 anos sofrerão com a andropausa, que impacta a saúde sexual e a autoestima

Se a menopausa nas mulheres pode implicar a reposição hormonal, algo semelhante acontece com os homens na chamada Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), popularmente conhecida como andropausa.

Naturalmente, a produção de testosterona começa a reduzir de um 1% a 2% ao ano em indivíduos a partir dos 40, o que pode acabar desencadeando perda de desejo sexual, redução da massa muscular, aumento de estresse, cansaço, e outros problemas.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indica que a DAEM atinge de 15 a 20% dos homens com idade superior a 50 anos. Para diagnosticar a deficiência, o profissional de saúde especializado solicita uma análise clínica e laboratorial do paciente, que inclui exames para dosar as taxas de testosterona total e livre, hormônio luteinizante e prolactina.

Se nem todos os homens vão sofrer com a condição, o urologista Emanuel Veras explica que nem todos os afetados por ela precisam repor hormônios. “Quando verificamos que as taxas estão normais, ainda que existam sintomas, o correto a fazer é investigar outras causas para as queixas do paciente, como o uso de determinados medicamentos, apneia do sono ou problemas na tireoide”.

Por outro lado, quando os exames confirmam a deficiência, o urologista deve iniciar o tratamento com o apoio de um endocrinologista. A administração de testosterona por via oral ou injetável costuma resultar em resposta rápida na maioria dos pacientes, que percebem melhora nos sintomas de ordem sexual e no humor, recuperando bem estar e autoestima.

Veras alerta, porém, que o uso de hormônios sem indicação clínica traz consequências: “Neste caso, a testosterona pode levar a complicações significativas, que incluem a possibilidade de infertilidade e o aumento na quantidade de glóbulos vermelhos no sangue, que eleva o risco de o indivíduo ter trombose”.

Entre os fatores de risco para a andropausa estão obesidade, hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo, o que reforça a importância de conservar hábitos de vida saudáveis. Dieta equilibrada, prática regular de atividade física e sono de qualidade ajudam a manter a produção de testosterona em dia.

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