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Quanto custa à sua empresa perder um talento? (Spoiler: pode chegar a 200% do salário)

por Vicente Araújo
Perder um bom colaborador custa muito mais do que a maioria das empresas imagina. Estudos de mercado em gestão de pessoas e dados de entidades como SHRM (Society for Human Resource Management) e Gallup apontam que o custo para substituir um profissional pode variar entre 40% e 200% do salário anual, dependendo do nível do cargo. Esse valor considera despesas com desligamento, recrutamento, tempo de adaptação, perda de produtividade, impacto no clima organizacional e sobrecarga das equipes.
Além disso, o turnover (taxa de rotatividade de funcionários, que se refere à quantidade de colaboradores que deixam a empresa em determinado período) é um dos principais fatores que contribuem para esses custos. Quanto maior o turnover, mais a empresa investe em recrutamento e treinamento de novos profissionais, o que pode afetar significativamente o orçamento.
Outro vilão silencioso do caixa é o presenteísmo, quando o colaborador está fisicamente presente no trabalho, mas com baixa performance devido a cansaço emocional, problemas de saúde mental ou desmotivação. Relatórios globais indicam que as perdas com presenteísmo superam, em muitos setores, os próprios custos do absenteísmo, corroendo a margem de lucro de forma quase invisível.
Na contramão desse cenário, dados da RAND Corporation mostram que programas estruturados de bem-estar e saúde emocional podem gerar um retorno médio entre 2 e 3 vezes o valor investido ao longo de 12 a 24 meses, especialmente quando associados a ações de prevenção, engajamento e desenvolvimento humano.
Para Pedro Junior, CEO da CUIDARH, a principal mudança que as empresas precisam fazer é de mentalidade. “O empresário costuma olhar apenas para a folha de pagamento, mas não enxerga o ralo de dinheiro causado pelo turnover e pelo presenteísmo. Quando você perde um talento, não perde só uma pessoa; perde conhecimento, performance, tempo e, principalmente, dinheiro. Em muitos casos, o prejuízo chega a ser equivalente a dois salários anuais daquele profissional”, afirma.
Segundo o executivo, investir em clima organizacional, saúde emocional e programas inteligentes de benefícios deixou de ser um diferencial e passou a ser uma estratégia financeira. “Cuidar de gente hoje é proteger o caixa da empresa. Quando você reduz turnover, evita afastamentos, aumenta engajamento e melhora a produtividade, o impacto aparece diretamente no resultado final”, completa.
Com a crescente escassez de talentos qualificados e o aumento das demandas emocionais no ambiente corporativo, especialistas apontam que as empresas que não tratarem a gestão de pessoas como prioridade estratégica tendem a enfrentar custos cada vez maiores e perda de competitividade nos próximos anos.

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