O PDT/Ceará iniciou o ano de 2024 novamente sob o comando da direção nacional, cujo presidente interino é o deputado federal cearense André Figueiredo. Com o fim do período da presidência do senador Cid Gomes, 31 de dezembro de 2023, a comissão provisória estadual está até o momento, inativa conforme o site do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).
No entanto, a assessoria parlamentar de André Figueiredo (PDT) informa que estão sendo definidos os novos nomes que irão compor a Executiva estadual e em breve será feita a comunicação ao TRE-CE. Entre os cotados estão: o ex-senador Flávio Torres e a presidente da Ação da Mulher Trabalhista do Ceará (AMT-CE), Cristhina Brasil. Até o final desta semana, de acordo com a assessoria de Figueiredo, o partido vai divulgar a composição da nova gestão partidária.
Torres e Brasil fizeram parte da Comissão Provisória do PDT/Ceará instituída pelo PDT Nacional em outubro de 2023. Na ocasião, os dirigentes nacionais realizaram uma intervenção que destituiu o diretório cearense presidido por Cid Gomes. Porém, no mês seguinte, o senador conseguiu na Justiça liminar que suspendeu a essa medida extrema da nacional e retornou ao comando do partido no Estado.
A crise no PDT começou em 2022 por conta de divergências entre os grupos do ex-presidenciável Ciro Gomes e do senador Cid Gomes nas eleições daquele ano. Cid apoiava a candidatura da ex-governadora Izolda Cela (PDT) para concorrer ao governo do Estado, enquanto Ciro defendia que o partido lançasse o nome do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. O senador Cid também era favorável a um diálogo entre o PDT e o PT, o que não agradava a Ciro.
O desentendimento entre os irmãos desencadeou uma série de acontecimentos na legenda. Uma delas foi a decisão de Cid e de seu grupo de conceder cartas de anuência a filiados do PDT que pretendessem deixar a sigla, sem prejuízo do mandato que ocupam.
PSB
Em 18 de dezembro de 2023, os dissidentes pedetistas, sob liderança de Cid Gomes, realizaram reunião para decidir os rumos que o grupo iria tomar. As siglas apontadas foram: PSB que é presidido pelo ex-deputado estadual Eudoro Santana; e o Podemos que é dirigido pelo prefeito de Aracati, Bismarck Maia. A decisão, porém, foi adiada para este mês de janeiro.
Apesar de Cid e seus aliados não terem definido a escolha no encontro passado, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) é o nome mais favorável para receber as novas filiações. Dias antes da reunião, o senador encontrou-se com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, em Brasília.
“Conversamos com presidente do PSB, conversamos com o vice-presidente da República, Alckmin, que tem me defendido no partido. E vamos conversar com outras lideranças, principalmente lideranças de Pernambuco que tem uma grande representação, uma grande influência do partido. Para que a gente possa equacionar essas coisas.”, explicou o senador na ocasião.
Nova filiação
De acordo com Eudoro Santana, o diretório nacional do PSB sugeriu que o grupo dissidente pedetista, liderado por Cid Gomes, seja filiado à sigla dia 4 de fevereiro em ato a ser realizado no auditório da Assembleia Legislativa do Estado. Porém, a data ainda não está confirmada pela ala cidista.