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Março lilás: oncologista do HRVJ alerta para cuidados com o câncer de colo de útero

por Vicente Araújo

A campanha “Março Lilás” reforça a conscientização e o combate ao câncer de colo de útero, destacando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. Marilene Rodrigues, 71, moradora de Jaguaretama, descobriu em setembro de 2024 um câncer de colo de útero e, em seguida, iniciou o tratamento. A cirurgia foi realizada no dia 17 de fevereiro no Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), em Limoeiro do Norte.

O procedimento consistiu em uma exenteração pélvica total, ou seja, retirada de bexiga, útero, vagina, vulva e reto. O câncer do colo do útero, uma das neoplasias mais prevalentes entre as mulheres, é causado, em grande parte, pela infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), transmitido por via sexual.

A agricultora (foto) diz que ficou abalada quando recebeu o diagnóstico, mas está de cabeça erguida para lutar contra a doença. “Não está sendo nada fácil, pois vou ficar sondada para o resto da minha vida, mas muito feliz, pois estou me recuperando”, destaca. A paciente ainda deixa um alerta a todas as mulheres. “Nunca deixem de fazer seus exames de prevenção, pois se eu tivesse tido mais cuidado eu teria evitado muita coisa e não teria sido algo tão sério como foi”, aconselha.

Vacinação é a principal forma de prevenção

O médico oncologista do HRVJ, Bruno Águila, explica que a vacinação contra o HPV, recomendada pelo Ministério da Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos, é uma ferramenta essencial na prevenção, proporcionando proteção contra os subtipos mais agressivos do vírus. Além disso, mulheres de 15 a 45 anos e homens de 15 a 26 anos que não completaram o esquema vacinal também podem se vacinar, especialmente se fizerem parte de grupos prioritários, como pessoas vivendo com HIV/aids, transplantados e pacientes oncológicos.

“A detecção precoce do câncer é realizada principalmente por meio do exame preventivo Papanicolau, que identifica alterações celulares no colo do útero, podendo ser necessária a realização de colonoscopia com biópsia. O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, com altas chances de cura quando o diagnóstico é feito precocemente”, destaca Bruno.

Águila ainda enfatiza que a vacinação contra o HPV não apenas previne o câncer do colo do útero, mas também reduz a incidência de outras neoplasias associadas ao vírus e diminui a circulação do HPV na população. “Trata-se de uma estratégia que beneficia tanto o indivíduo quanto a saúde pública. A campanha destaca, ainda, a importância de reforçar a adesão à imunização e a realização periódica de exames preventivos, fortalecendo a luta contra a doença e promovendo a saúde da mulher. A prevenção continua sendo a principal aliada na preservação de vidas”, pondera.

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