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Empreendedorismo feminino no Ceará registra aumento de 26,51% no primeiro semestre em comparação com mesmo período de 2024

por Vicente Araújo

O estado do Ceará tem testemunhado um aumento significativo da presença feminina nos quadros societários de empresas. A Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec) acaba de verificar que, de janeiro a junho deste ano, exatas 29.246 empresas foram abertas por mulheres em território cearense. O número representa um aumento de 26,51% em comparação com os mesmos meses do ano passado.

A tendência já vinha se desenhando desde 2020, segundo dados do IBGE: daquele ano até 2022, o Ceará ocupou o terceiro lugar entre os estados e o primeiro lugar da região Nordeste em  participação feminina no microempreendedorismo individual (MEI).

Agora, em 2025, o setor de serviços apresenta um crescimento notável. De janeiro a junho, segundo a Jucec, foram formalizadas 18.955 (64,81%) empresas de mulheres na categoria, enquanto comércio e indústria ficaram nas marcas de 8.028 (27,45%) e 2.263 (7,74%) negócios, respectivamente.

Para Carlos Átila, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Ceará (Sescap-CE), a maior presença de mulheres no ramo empresarial pode ser explicada por uma série de fatores: o avanço do empoderamento feminino, iniciativas de incentivo promovidas pelo poder público e por organizações da sociedade civil, além do desejo crescente por autonomia financeira e satisfação pessoal.

“Muitas mulheres têm encontrado no empreendedorismo uma forma de conquistar independência econômica e concretizar suas metas pessoais e de carreira. Ao mesmo tempo, elas também passam a promover impactos positivos na sociedade”, observa Átila.

O cenário é favorecido por inovações que simplificam a abertura de negócios, como a plataforma “Empresa Mais Simples: Abre no Zap”. A ferramenta foi lançada pelo Governo do Estado em novembro de 2024 e tornou o Ceará o primeiro estado do Brasil a permitir a abertura de empresas por meio do aplicativo WhatsApp.

Ainda facilitando a vida de quem quer abrir um negócio, há ações da gestão estadual sendo implementadas na área do desenvolvimento econômico, como a política de acesso a crédito Ceará Credi. Disponibilizar crédito produtivo orientado e oferecer capacitação empreendedora, para Átila, são soluções “importantes para desburocratizar e entregar eficiência aos novos empresários cearenses”.

Camila Coelho, sócia-diretora de empresa de contabilidade e diretora financeira do Sescap-CE. entende que empreender é uma forma de conciliar a rotina doméstica, os cuidados com os filhos e a vida profissional. “Em muitos casos, os pequenos negócios começam dentro de casa, então eles se constituem como uma alternativa que oferece tanto independência financeira, quanto realização pessoal.”

O perfil do empreendedorismo cearense está mudando e o dinamismo da mulher empreendedora reflete não apenas a capacidade feminina de liderar negócios, mas também o sucesso das iniciativas de simplificação e apoio governamental para fomentar esse crescimento.

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