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Carnaval: o risco da automedicação no combate à ressaca

por Vicente Araújo

Durante o carnaval, a combinação de longas horas de festa, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, pouca hidratação e noites mal dormidas costuma resultar em um velho conhecido dos foliões: a ressaca. Dor de cabeça, náuseas, mal-estar e fadiga levam muitas pessoas a recorrer a medicamentos facilmente encontrados nas farmácias, muitas vezes sem qualquer orientação profissional. O que poucos sabem é que essa prática pode trazer riscos à saúde.

Analgesias e anti-inflamatórios, por exemplo, são frequentemente utilizados para aliviar dores e desconfortos, mas podem causar irritação gástrica, sobrecarga no fígado e até problemas renais, especialmente quando associados ao álcool ainda presente no organismo. Já o uso indiscriminado de medicamentos para enjoo ou azia pode mascarar sintomas mais graves, retardando a procura por atendimento médico quando necessário.

Mauricio Filizola, farmacêutico e presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, explica que o fígado, responsável por processar tanto o álcool quanto muitos medicamentos, já fica sobrecarregado após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. “Quando a pessoa usa remédios ao mesmo tempo ou pouco tempo depois de beber, alguns desses medicamentos podem aumentar a toxicidade no organismo, elevando o risco de efeitos indesejados e complicações à saúde”, alerta.

“Além disso, a automedicação pode gerar uma falsa sensação de segurança, levando a pessoa a repetir o consumo de álcool sem respeitar os limites do próprio corpo. A orientação é que, diante de sintomas intensos ou persistentes, o ideal seja buscar a avaliação de um profissional de saúde”, complementa Mauricio Filizola.

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