Depois de anos em que procedimentos voltados à mudança de contornos e volumes ocuparam boa parte das conversas sobre estética, um novo movimento vem ganhando espaço: melhorar a própria pele. Hidratação, textura mais uniforme, luminosidade e aparência saudável passaram a fazer parte dos principais desejos de quem procura tratamentos estéticos.
Um dos reflexos desse comportamento é a popularização da chamada “glass skin”, ou “pele de vidro”, conceito difundido pela K-beauty, a estética coreana, e associado à aparência de uma pele extremamente hidratada, uniforme e luminosa. A tendência segue em evidência em 2026 e acompanha outro conceito que vem crescendo no setor: o de skin quality, ou qualidade da pele.
Atenta a esse movimento, a CB Clinic, comandada pela biomédica Dra. Camila Bandeira, desenvolveu o SkinMagic, protocolo de cuidado intensivo que combina diferentes estratégias para atuar de maneira progressiva na qualidade da pele.
A proposta reúne limpeza de pele, sessões de microagulhamento e reconstrução cutânea, além de peeling inspirado no efeito “pele de vidro” popularizado pelos cuidados coreanos. Em vez de buscar uma transformação imediata dos traços, o objetivo é trabalhar características como hidratação, textura, uniformidade e viço.
Para Dra. Camila Bandeira, a mudança revela um amadurecimento na maneira como muitas mulheres estão enxergando os procedimentos estéticos.
“Existe uma procura crescente por uma beleza que não necessariamente mude o rosto, mas faça a pessoa olhar para a própria pele e perceber que ela está mais bonita, hidratada, uniforme e bem cuidada. Qualidade da pele passou a ocupar um espaço muito importante dentro da estética”, explica.
A biomédica ressalta ainda que protocolos combinados permitem olhar para diferentes necessidades da pele ao longo de uma jornada de cuidados, sempre a partir de uma avaliação individual.
“Não existe uma pele igual à outra. Antes de definir qualquer tratamento, precisamos entender textura, hidratação, manchas, sensibilidade, rotina e histórico daquela paciente. A tendência pode despertar o interesse, mas a indicação precisa ser individualizada”, destaca Dra. Camila.
Segundo a especialista, o interesse pela estética coreana também trouxe para o mercado brasileiro uma discussão que vai além do efeito visual.
“A chamada ‘pele de vidro’ chama atenção pela luminosidade, mas não devemos resumir qualidade da pele a brilho. Uma pele bonita envolve cuidado, hidratação, textura, uniformidade e, principalmente, uma estratégia adequada para cada pessoa”, finaliza.
