Secretários de educação, professores, especialistas e representantes de organizações da sociedade civil estarão reunidos nos dias 29 e 30 de julho, no La Maison Dunas, em Fortaleza (CE), para o Seminário Nacional pela Alfabetização 2026. Com o tema “Avançar com Equidade”, o encontro promoverá debates sobre políticas públicas, formação de docentes, gestão das redes de ensino e estratégias para garantir que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade certa, considerando as diferentes realidades, territórios e contextos educacionais do Brasil.
O encontro reunirá cerca de 500 convidados de todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e representantes de mais de 70 municípios. Toda a programação será transmitida gratuitamente pela internet, ampliando o acesso aos debates. Ano passado, aproximadamente 20 mil pessoas acompanharam de forma remota. As inscrições para participar do evento de forma virtual já estão abertas e podem ser realizadas em abemcomum.org/seminario-2026.
Promovido por Aliança pela Alfabetização – coalizão formada por Associação Bem Comum, Fundação Lemann, Instituto Natura e Nova Foundation –, em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o seminário será também um ambiente para compartilhar evidências, experiências e iniciativas que vêm contribuindo para o fortalecimento das políticas de alfabetização.
O diretor-presidente da Bem Comum, Veveu Arruda ressalta que o evento é um chamado à ação. “Alfabetizar cada criança até os sete anos é dar a ela asas para sonhar, aprender, ser, sentir, sonhar e construir uma vida digna. Quando esse direito não é garantido, limitamos não apenas o futuro de uma criança, mas também o desenvolvimento de toda a sociedade. Por isso, este seminário é uma oportunidade de reunir conhecimento, valorizar quem está fazendo a transformação acontecer nos estados e municípios e fortalecer, juntos, o compromisso de garantir que nenhuma criança fique para trás”, explica.
Ao longo dos dois dias, palestras, mesas-redondas e painéis abordarão temas fundamentais para o avanço da alfabetização no Brasil, como equidade, implementação de políticas públicas, ciência da aprendizagem, formação de professores, gestão educacional, letramento em matemática e a importância da pré-escola nesse contexto.
Entre os participantes confirmados estão Michael França, da Universidade de Stanford; Kaká Werá, escritor, ambientalista e liderança indígena; Socorro Batista, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); Leonardo Pascoal, presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Educação das Capitais (Consec); Katia Smole, diretora-executiva do Instituto Reúna; Daniel Lima, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Vanda Ribeiro, da Rede de Estudos sobre Implementação de Políticas Públicas Educacionais (REIPPE); Felipe Proto, da Fundação Lemann; Maria Slemenson, do Instituto Natura; e Luiza Toledo, representante da Nova Foundation, além de representantes do Ministério da Educação, da Undime e os secretários de Educação de estados e municípios brasileiros.
“O compromisso coletivo e a cooperação entre União, estados e municípios, como propõe o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, têm viabilizado resultados muito promissores para a educação brasileira. Erradicar o analfabetismo no Brasil é um sonho cada vez mais possível. O Seminário Nacional pela Alfabetização é uma oportunidade para fortalecer esse compromisso coletivo, compartilhar aprendizados e apoiar as redes de ensino na construção de soluções cada vez mais efetivas e equitativas”, reforça Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann.
No primeiro dia, a programação está organizada em torno de temas que abordarão equidade, implementação de políticas públicas e ciência da aprendizagem, reunindo pesquisadores, gestores e especialistas para discutir caminhos que contribuam para ampliar o alcance e a efetividade das ações desenvolvidas nas redes de ensino.
No segundo dia, os debates estarão voltados à qualificação da pré-escola, ao letramento em matemática e à continuidade das políticas públicas durante transições de governo, além de promover reflexões sobre os desafios e perspectivas para a alfabetização nos próximos anos.
“Avançar com equidade significa reconhecer que a alfabetização acontece de forma diferente em cada território do país, e que essas diferenças precisam ser ouvidas, não ignoradas, na construção das políticas públicas. Reunir mesas com essa pluralidade de vozes e experiências, como propõe o Seminário, é o que nos permite aprender uns com os outros e fortalecer o compromisso coletivo por uma alfabetização de qualidade para todas as crianças, em qualquer território”, afirma Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil.
A edição de 2026 também reforça o compromisso com a equidade ao reunir mesas compostas por especialistas com diversidade de gênero, raça, territórios e experiências, ampliando a pluralidade de perspectivas nos debates. Além disso, promove a troca de vivências entre estados e municípios, contribui para disseminar práticas baseadas em evidências e fortalecer o regime de colaboração entre os diferentes entes federativos, fazendo com que políticas públicas voltadas à alfabetização avancem com qualidade e equidade.
