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Santa Casa de Sobral realiza segunda captação de coração para transplante do ano

por Vicente Araújo

A Santa Casa de Misericórdia de Sobral realizou a segunda captação de coração para transplante deste ano no último sábado (25). Graças à generosidade de uma família em luto, também foram doados fígado e rins, que seguiram para pacientes que aguardavam por um transplante no Ceará. Somente neste ano, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa já coordenou 12 doações efetivas de órgãos. A equipe atua de forma especializada na identificação de potenciais doadores e no acolhimento às famílias, desempenhando um papel essencial no processo que transforma a dor em esperança.

No Brasil, a captação de órgãos para transplante só acontece após a autorização dos familiares. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem abertamente sobre o desejo de serem doadoras. O enfermeiro da OPO, Thiago Ribeiro, reforça a importância deste diálogo. “É essencial que as famílias estejam informadas e, acima de tudo, dialoguem entre si sobre o desejo de doar. Um ‘sim’, mesmo em um momento de dor, pode salvar muitas vidas”, afirma.

O coordenador médico da OPO da Santa Casa de Sobral, Leonardo Azevedo, destaca que a doação de órgãos é um gesto de amor que transcende a perda. “Para muitos pacientes, o transplante é a última chance de vida — uma esperança que só se torna possível pela generosidade de famílias que, mesmo em meio ao luto, escolhem transformar a perda em solidariedade profunda. Nesse gesto, o luto ganha novo significado: a dor da despedida se transforma em alívio para outras famílias, em esperança renovada, em vida que segue. Doar é eternizar o amor, mesmo na ausência.”

A Santa Casa de Sobral segue rigorosamente todos os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e reforça a importância da empatia e do acolhimento às famílias, que, mesmo em um momento difícil, fazem um gesto de amor que transcende a vida.

O papel da Organização de Procura de Órgãos

A Organização de Procura de Órgãos (OPO) é responsável por coordenar e executar todas as etapas do processo de doação de órgãos e tecidos — desde a identificação de potenciais doadores até a retirada e encaminhamento dos órgãos para transplante. O trabalho envolve acolher as famílias, realizar entrevistas para autorização da doação e atuar em parceria com hospitais e Centrais de Transplantes.

A entrevista familiar para doação ocorre após a confirmação da morte encefálica e tem como objetivo comunicar a morte, oferecer apoio emocional e informar sobre a possibilidade de doação — um direito das famílias. O diálogo acontece em um ambiente reservado e acolhedor, seguindo etapas que garantem respeito, escuta e clareza na decisão.

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